Com toda a liberdade, seguiu sua alteza real ao ataque à presa número um da noite, de seu nome Cátia, a moçoila algarvia que, à entrada se apresentou: auxiliar de acção médica, 'especialista' em cuidados continuados ''em velhinhos'', e que, agora, nos mostra uma maior queda para a fisioterapia (barra) massagem (barra) manuseamento dos músculos sobredesenvolvidos do mais-ou-menos-namorado da Miss Silicon Valley.
Sua Majestade não tinha ainda limpo o palato com o drink de aguinha, já seguia Cátia solta de língua e de frontalidade algarvia:
"- Portuguéses, é precise é calmã qu' iste vai lá com jeitinhe... é qu'isto de sedezir um homém com aquéle tamanhe... que só pénsã ém comidã... é precise calminhã...''
Rainha, morta de gládio e olhos já inexistentes, pica-a com a sua telepática vara do gado e a rapariga solta mais um:
"- Ele no jantar romantique ca produção nos déu dizia-me: bebe Cátia... bebe Cátia..." e eu: nada! Na bebia... mas, mésme assim, aindã me fiz ao pise!"
Teresa, A Grande, não fosse tal coisa cópia da assinatura da Júlinha arqui-rival, teria nesse momento, rebolado pelo chão lustroso e iluminado do estúdio tal não era o grau de felicidade que a sua taralhoucazinha algarvia lhe havia proporcionado com o rol, aparentemente, infindável de pérolas retórico-discursivas. Ainda assim, sacudido o efeito falta de ar-gota-vermelhidão, lá se recompôs a comandante do navio para provocar mais uma vez a piquena:
"- Mas oh Cátia filha... não acha... que... se a Susana fosse... realmente... namorada do Marco... já não a tinha... afogado... na piscina???"
Vez da interlocutora ficar sem olhos e responder num guincho repenicado:
"- Acha Teresã?... Primeire afogava-se elã (!) porqu'eu furava-lhe o silicone e ela i'ó funde!"
A casa/estúdio veio abaixo, e a Rainha acompanhou, pondo a mão no joelho e dando uma baixadinha. Só não mexeu gostoso nem balançou a bundinha(!), graças aos céus que o Circo já estava ao rubro com as feras à solta e a domadora de quatro...
Posto isto, despediu-se da sua, agora eleita, concorrente preferida e ainda lhe prometeu ajuda-la na sua convicta missão de se "fazer ao piso" musculado do mais-ou-menos-pasteleiro-mais-ou-menos-night-club-man.
Saída a 'favorita', entra o Príncipe do teorema dos catetos que parece ter duas (e a segunda é ela mais as duas amigas da frente mais as outras duas de trás...) a darem-lhe a volta à hipotenusa!...
Teresa Real avança, a propósito, um:
''- Oh querido... não é fazer o amor que se diz... diz-se: fazer amor e, parece que... quando está em vias de facto... o querido quer é... ir fazer um xixizinho!!"
Foi a vez de eu ficar sem olhos e me imaginar rebolando soalho afora (rebolar realmente não, que não era coisinha para valer tanto a pena assim, fui lá mesmo só com a força da mente)...
O ''pasteleiro da Pontinha'' (ou então não...) declarou ainda com muita verborreia pelo meio que, a propósito do aniversário da sua mais que tudo, consegue fazer bolos em forma de mamas (exactamente assim...) e que esta semana tinha carregado no botão rubio dos segredos porque estava muito inclinado para que existisse um indivíduo exorcitado na casa.
"- Exorci...quê filho?"
"- Exorcitado! Eu não sei dizer muito bem a palavra em português..."
(...)
E, portanto, quer dizer que a sabe dizer numa outra língua, é isso?? ...
Lá segui eu para mais um momento mental de rebolanço, desta vez com direito a dedo no sinal mute do comando. A minha mente levantou-se do chão e ditou-me, qual rainha de coroa ceptro e tudo: enough is enough, tá? Over and out... é tudo, por agora.