… a certeza de que isto somos nós. As conversas ajudam a contar.
03
Out 11
ab-so-fucking-lu-tely, às 17:34Link | Comentar | Absolutamente adorável!

É NORMAL todos os dias começarem assim:

 

 

 

O meu sócio-love levanta-se carinhosamente para, leve, sair da cama sem me acordar, para deixar-me na ilusão de um repouso volátil de “só mais 5 minutos” depois de 3 frenéticas APITADELAS do despertador, para quem uma qualquer segunda-feira é igual a outro dia do acéfalo calendário.

Depois de muita insistência por parte do meu consciente cérebro que me relembra dos pequenos prazeres da vida de trabalhadora responsável (NOT!) ligo-me à realidade e carrego no botão. Soltam as primeiras palavras do jornalista que faz a revisão das principais notícias desta manhã e fico, ainda cega de sono, à espera daquela que me faz começar o ritual.

 

Esta manhã o trânsito permanece caótico nos acessos à grande Lisboa (MEDO!)… Um incêndio numa viatura no alto de Carnaxide levou a um corte na A5, no sentido Cascais-Lisboa. As filas de trânsito estendem-se desde as portagens de Oeiras até ao viaduto Eduardo Pacheco. As vias direita e central estão cortadas e a saída para Linda-a-Velha está encerrada (WHAT?!?!? Começo a levantar-me receosamente da cama, temendo uma manhã… daquelas!) Esta situação está a provocar grande congestionamento e abrandamentos no sentido contrário devido à curiosidade (como assim?? Ainda há pessoas que não têm pressa de chegar ao trabalho…). Prevê-se que pelas 11:30 o trânsito esteja normalizado (Mas eu tenho que estar antes das 10h00 no…).

 

Começa a corrida contra o tempo...


1) Decidir o que vou vestir (10 a 15 min)–CHECK!

2) Tomar banho (15 a 25 minutos–Só as mulheres que têm cabelo comprido é que vão compreender este intervalo de tempo) . CHECK!

3) Por creme em toda a superfície de couraça (2 minutos – mais uma vez…só para as mulheres e alguns homens…) . CHECK!

4) Vestir correctamente todas as peças de roupa para não passar vergonhas (5 minutos) . CHECK!

5) Fazer maquilhagem para gravação de pivots (10 minutos – é volátil… ou então só parece que voa…) . CHECK!

6) Enquanto o ferro aquece na casa-de-banho, preparar a marmita para levar (5 minutos) . CHECK!

7) Trincar qualquer coisinha (10 segundos – NUNCA saio de casa sem nada no bucho! Conselho bom para todos os fracos de estômago espalhados por este espaço cibernético) . CHECK!

8) De volta à casa-de-banho… arranjar cabelo rápido, cada vez mais rápido… (10 minutos) . CHECK!

9) Calçar os saltos altos (5 segundos) . CHECK!

10) Dar beijo abraçado de despedia ao Sócio-love (10 segundos… é variável…) . CHECK!

11) Levar a mala do treino para o carro (10 segundos) . CHECK!

12) Sair em alta velocidade para o work, com 30 minutos que faltam para “PICAR O PONTO”!

 

E aqui inicia-se a NORMAL corrida frenética contra o tempo e contra os outros pasmaceiros condutores.

Eu faço parte desse grupo (não tão pequeno quanto desejaria para efeitos de trânsito) que todos os dias se benze antes de entrar no carro e pensa – Vou pela A5 ou pela Marginal?

 

A fatídica pergunta lateja todas as manhãs na minha cabeça e qual jogadora de poker astuta e inteligente decido simplesmente qual o caminho a seguir… porque sim! Passo a explicar: o dilema é aparentemente simplório, mas as consequências de uma má escola matinal podem arruinar toda uma folha de presenças no “serviço”, o que, para mim, está fora de questão! A A5, maravilhosa, rápida, directa, sem buracos, nem curvas manhosas, é um festim quando não está congestionada e nesta auto-estrada de maneios é uma safa quando só tenho 15 minutos para chegar ao Palácio e consigo atingir o “meu destino” nuns rápidos 13 minutos e deixo o carro a trabalhar, entro dentro do edifício, pico o ponto e saio já despreocupada para estacionar o boguinhas. Contudo, a coisa nunca é assim tão pacífica (aliás este episódio é uma excepção, só reservada a frequência em períodos veraneantes), e o que poderia demorar 13 ou 15 minutos acaba em 40… (quantas e quantas manhãs!). Neste troço sou eu que levo apitadelas.

 

Sim, eu sei… eleve-se a primeira buzinadela quem nunca foi pela faixa mais à direita, num fingimento de trajecto para depois à última da hora, em pleno rail que separa o caminho de quem vai para as Amoreiras ou quem desce para a Av. De Ceuta e Alcantara, entrar “á cão” na faixa da esquerda, bem de esguelha entre o andamento de um carro apressado e o atraso de um mais distraído na marcha infindável que se estende até ao fatídico túnel.

 

POOOOOOMMMMM!!!!! PIIIIMMMMMMM!!

 

Levanto a mão, meio envergonhada aos que atrás se colocam, assumindo o pecado no asfalto, para levantar o som da rádio que por mais alto que cante não anima esta stressante manhã. Tento abstrair-me do atraso, já pensando em desculpas para justificar uma falta de poucos mas notados minutos.

Quem opta pela belíssima marginal tem outro problema!

O caminho é maior??! Também. Mas o busílis da questão não está na distância está na qualidade da condução. É certo e sabido que os astutos de asfalto seguem pela A5, os cuidadosos e molengas querem “desfrutar” da Marginal! Será?!??!   

 

Para mim é assim todos os dias. Entro na marginal pronta a carregar no acelerador e quando penso que o mood é “chegar ao nosso destino o mais rapidamente possível” chego à conclusão que desde o Estádio Nacional até Santos, eu sou a única ATRASADA na estrada… É que… é que… SÓ PODE!!

 

Não há um único dia em que eu não APITE frequentemente e insulte em surdina (porque je suis une lady) todos aqueles que compassadamente insistem em ir na faixa da esquerda a 40…vá 50km… OH MY GOD!!! E para todos aqueles que ainda ensonados, a discutir com os amantes penduras, a calar as criancinhas, com os telefones em punho, a mandar mensagens decidem só arrancar do semáforo 5 minutos depois dele passar para verde! Se há coisa que me enerva são as alminhas que estacionam simplesmente nos semáforos e que não ARRANCAM!!! Ai que raiva que me dá! E é ai que eu começo a minha sinfónica revolta:

 

POOOOOOMMMMM!!!!PIIIIMMMMMMM!!!!!POOOOOOMMMMM!!!!PIIIIMMMMMMM!!!!POOOOOOMMMMM!!!!!

PIIIIMMMMMMM!!!POOOOOOMMMMM!!!!!PIIIIMMMMMMM!!!!!POOOOOOMMMMM!!!!!PIIIIMMMMMMM!!!!!!!

POOOOOOMMMMM!!!!!!! PIIIIMMMMMMM!!!!!!!

 

E eu até me considero uma pessoa pacífica, ponderada, educada, sensível, compreensiva (modesta…ahaha) mas isto tira-me do sério! E contam-se pelos dedos das mãos as vezes que com apenas 30 minutos, seguindo pela marginal, chego ao Palácio a tempo de picar o ponto antes de bater as 10 da matina!

 

Tudo isto para dizer que para mim é NORMAL APITAR de manhã.

Para vocês é NORMAL???!?!

 

 

 


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ab-so-fucking-lu-tely, às 16:11Link | Comentar | Absolutamente adorável!
De quando em vez, neste lugarzinho nosso e vosso, irão surgir umas rubricas 
que, pela sua pertinência e frequência, encherão muitas páginas do nosso 
bloguezinho e retratarão momentos, comportamentos e situações que pela sua
extrema urgência e pertinência necessitam de registos vários, de um “títalo” e 
de uma partilha!

Esta rubrica é um desses casos únicos que, pela repetição, 
será frequente e necessária nesta nossa normalidade, muitas vezes anormal! 

É NORMAL… é normal fazermos muitas coisas, dizermos muitas coisas, 
comportarmo-nos de muitas maneiras… o que não se quer MESMO é  
ser NORMAL… isso, para nós é que é NORMAL! Percebem???!!! Ahahah!

Vamos com calma… esperem pelo nosso primeiro e ilustrativo exemplo.
Porque, simplesmente, é normal… 

(E... não se esqueçam de partilhar também aquilo que é para vocês a 
normalidade da anormalidade e de sugerirem outros temas... “normais”!)

*Aviso: Qualquer associação ao título de uma das nossas séries de culto preferidas é 
 pura ab.so.fucking.ficção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



ab-so-fucking-lu-tely, às 08:02Link | Comentar | Absolutamente adorável!

Nesta segunda ''gala'' da Casa do 'pshiuuu-poucoxinho-barulho-que-a-Tété-encarrega-se-disso', tivemos direito a outra dose de rimas ricas acabadas em ão que a rainha da TV Tuga se auto-desafia sempre a ler no teleponto a um ritmo frenético qual voz off conselheira de fim de anúncio farmacêutico, assim tão alegremente que até lhe desaparecem os olhinhos! 

 
Ela lá se vai divertindo genuinamente e, enquanto lê e solta umas risadas, vai bebericando a sua aguinha para não secar a laringe (que bem precisa dela!) e sacudindo a sua canetita, não vá a dita ser precisa para escrevinhar qualquer preciosidade sacada dos relatos dos enjaulados nos belos dos cartões-guia que, no caso da Rainha de Copas do entertenimento nacional, só serão guias se ela assim o entender e, em prol da verdade, isso... acontece menos vezes que aquelas que os habitantes da jaula acertam concordâncias de sujeito e verbo (!)
 
Com toda a liberdade, seguiu sua alteza real ao ataque à presa número um da noite, de seu nome Cátia, a moçoila algarvia que, à entrada se apresentou: auxiliar de acção médica, 'especialista' em cuidados continuados ''em velhinhos'', e que, agora, nos mostra uma maior queda para a fisioterapia (barra) massagem (barra) manuseamento dos músculos sobredesenvolvidos do mais-ou-menos-namorado da Miss Silicon Valley. 
 
Sua Majestade não tinha ainda limpo o palato com o drink de aguinha, já seguia Cátia solta de língua e de frontalidade algarvia: 
"- Portuguéses, é precise é calmã qu' iste vai lá com jeitinhe... é qu'isto de sedezir um homém com aquéle tamanhe... que só pénsã ém comidã... é precise calminhã...'' 
 
Rainha, morta de gládio e olhos já inexistentes, pica-a com a sua telepática vara do gado e a rapariga solta mais um:
"- Ele no jantar romantique ca produção nos déu dizia-me: bebe Cátia... bebe Cátia..." e eu: nada! Na bebia... mas, mésme assim, aindã me fiz ao pise!"
 
Teresa, A Grande, não fosse tal coisa cópia da assinatura da Júlinha arqui-rival, teria nesse momento, rebolado pelo chão lustroso e iluminado do estúdio tal não era o grau de felicidade que a sua taralhoucazinha algarvia lhe havia proporcionado com o rol, aparentemente, infindável de pérolas retórico-discursivas. Ainda assim, sacudido o efeito falta de ar-gota-vermelhidão, lá se recompôs a comandante do navio para provocar mais uma vez a piquena: 
"- Mas oh Cátia filha... não acha... que... se a Susana fosse... realmente... namorada do Marco... já não a tinha... afogado... na piscina???"
 
Vez da interlocutora ficar sem olhos e responder num guincho repenicado:
"- Acha Teresã?... Primeire afogava-se elã (!) porqu'eu furava-lhe o silicone e ela i'ó funde!"
A casa/estúdio veio abaixo, e a Rainha acompanhou, pondo a mão no joelho e dando uma baixadinha. Só não mexeu gostoso nem balançou a bundinha(!), graças aos céus que o Circo já estava ao rubro com as feras à solta e a domadora de quatro...
 
 
Posto isto, despediu-se da sua, agora eleita, concorrente preferida e ainda lhe prometeu ajuda-la na sua convicta missão de se "fazer ao piso" musculado do mais-ou-menos-pasteleiro-mais-ou-menos-night-club-man.
 
Saída a 'favorita', entra o Príncipe do teorema dos catetos que parece ter duas (e a segunda é ela mais as duas amigas da frente mais as outras duas de trás...) a darem-lhe a volta à hipotenusa!...
 
Teresa Real avança, a propósito, um:
''- Oh querido... não é fazer o amor que se diz... diz-se: fazer amor e, parece que... quando está em vias de facto... o querido quer é... ir fazer um xixizinho!!" 
 
Foi a vez de eu ficar sem olhos e me imaginar rebolando soalho afora (rebolar realmente não, que não era coisinha para valer tanto a pena assim, fui lá mesmo só com a força da mente)...
 
O ''pasteleiro da Pontinha'' (ou então não...) declarou ainda com muita verborreia pelo meio que, a propósito do aniversário da sua mais que tudo, consegue fazer bolos em forma de mamas (exactamente assim...) e que esta semana tinha carregado no botão rubio dos segredos porque estava muito inclinado para que existisse um indivíduo exorcitado na casa. 
"- Exorci...quê filho?"
"- Exorcitado! Eu não sei dizer muito bem a palavra em português..."
(...)
E, portanto, quer dizer que a sabe dizer numa outra língua, é isso?? ...
 
Lá segui eu para mais um momento mental de rebolanço, desta vez com direito a dedo no sinal mute do comando. A minha mente levantou-se do chão e ditou-me, qual rainha de coroa ceptro e tudo: enough is enough, tá? Over and out... é tudo, por agora.
 

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